Texto enviado pela leitora Luiza Fernandez, de Paris/França
Não vamos inventar apelidos. Se ele não é mais gaúcho, é simplesmente Ronaldinho. Simples por sua origem, simples pelo que joga. Simples. Simplesmente Ronaldinho.
No primeiro gol no jogo de sábado, para simples mortais como somos, foi talvez enorme o que ele fez. Foi sim, transcendental. Foi magnífico, foi grande, foi extraordinário. Mas para ele, este ser mágico, continua tão simples, foi simplesmente o que ele sempre fez: simplesmente jogou futebol com alegria, mesmo na tristeza, e fez o gol.
Ele não pode ser comparado a ninguém, suas lágrimas ainda estão na minha memória. Este monstro do futebol foi tão maltratado por campos onde ele fez tanto...por seu comportamento?! E o respeito pelo que fez, ignora-se?
Este homem com nome de menino, jeito de menino, é talvez um menino. Mas também é um gigante. Eu respeito o Ronaldinho pelo que ele já fez pelo futebol, pela seleção. Mas respeito este grande ser, este "monumento" como o classificou Bob Farias, por estar no Galo. Lembro, vendo-o atuar no Grêmio, do quanto sonhei com ele no Galo. Anos depois ele veio realizar meu sonho. Por isto, se até Sua Majestade Reinaldo Lima, cedeu seu trono a este simples Ronaldinho, súdito como ele se vê, eu não posso mais deixar de dizer: Rei Rei Rei, Ronaldinho é nosso Rei!
Fique, Ronaldinho. No Galo vamos respeitar você, nos curvar diante da sua genialidade. E mesmo nos momentos ruins, reconhecer o tanto que você é simplesmente demais.

