Amanhã é dia de Atlético e Cruzeiro se enfrentarem pelo Campeonato Brasileiro 2010 e dia de amuletos saírem do guarda roupas, seja uma meia invicta a 3 jogos, aquele boné pé quente que vence quase todos, a roupa íntima que é como o uniforme de jogo ou a camisa energizada por um autógrafo do atacante, e digo isso sabendo que ocorre mesmo nas casas dos incrédulos.
Os que não carregam a crença em peças de roupa, tem uma rotina definida, onde cada segundo é cronometrado, e nos dias onde a vitória não veio, é porque o relógio não andou correto. Pé direito pisando primeiro na calçada, a reza murmurada à caminho do estádio, o número da sorte estampado no ingresso para o dia estar perfeito, para que a vitória seja certa sem que o jogo tenha começado.
Vivemos dias no clássico em que precisávamos nos apegar ainda mais aos amuletos, uma vez que dentro de campo, a qualidade deixava a desejar. Esses dias passaram e hoje nossos amuletos são outros....
Vanderlei Luxemburgo - Estrategista de primeira, o treinador tem um dos melhores time do país em suas mãos. Está com o rival atravessado na garganta desde o Mineiro, já que não teve a oportunidade de uma revanche na final. Já nos vestiários, tenho a certeza de uma palestra motivacional de arrepiar a alma de qualquer jogador.
Fábio Costa - Mesmo com as últimas falhas, é a segurança do nosso gol. Uma segurança que não tínhamos há muito tempo em clássicos. É o jogador que não gosta de perder nem par ou ímpar e que passará incentivo aos companheiros do time quando vier o cansaço.
Serginho - Ele venceu todas as contusões, venceu a desconfiança e agora quer vencer esse jogo, mais do que qualquer coisa.
Serginho será o elo entre defesa e ataque, será a vontade de cada torcedor dentro de campo, será a carta na manga de Luxemburgo.
Diego Tardelli - Convocado para a Seleção Brasileira essa semana, o atacante quer começar a balançar as redes adversárias desde já para alcançar a artilharia do Brasileirão 2010, como aconteceu em 2009. Se estiver em sua tarde inspirada, fará jogadas que ficarão na memória do torcedor, ao lado de Diego Souza.
Diego Souza - É a ousadia que faltava em nossa camisa 10. É quem pegará a bola e partirá pra cima de qualquer defesa, é quem correrá os noventa minutos, esquecendo o cansaço. Diego gritará alto em erros da arbitragem e fará o adversário pensar duas vezes antes de qualquer brincadeira.
A Massa - Cantando o tempo todo, vaiando quando o adversário estiver com a bola, pulando e tremendo a Arena do Jacaré. Torcida única na Arena, a Massa empurrará a equipe atleticana e fará pressão no time adversário. Quem tem uma torcida dessas, não precisa de amuleto algum.
Com essas peças, mais Diego Macedo, Jairo Campos, Cáceres, Fernandinho, Aranha, Rafael Cruz, Leandro, Lima, Werley, Fabiano, Jataí, Zé Luís, João Pedro, Ricardinho, Jheimy e Obina, não perderemos para as felpudas nem se elas estiverem com pé de coelho pendurado na orelha e mascando trevo de quatro folhas.
O Galo foi Rei do Mineirão nos clássicos por décadas e criará um novo império esse fim de semana em Sete Lagoas.
Quanto aos amuletos, esqueça-os, pois a maior sorte e benção na vida, nós já temos: SOMOS ATLETICANOS.











