Me cortaram as correntes do passado. A fé, que muitas vezes tinha um tom de pessimismo pelas tragédias que vivenciamos, agora é apenas fé. A sorte que nos faltou se apresenta de uma maneira jamais vista em 105 anos de história. Se apresenta de cara limpa, como um sinal divino, como se meu avô que agora habita o céu me dissesse, “sim meu querido filho, chegou a sua vez!”.
Chegou a nossa hora de mostrar ao mundo o sorriso mais sincero do Atleticano. Não que ele tenha ficado escondido durante toda essa história, mas que muitas vezes era meio amarelado, reluzindo apenas a estrela que ostentamos em nossa camisa. A Libertadores nos libertou! Nos tirou o medo, a desilusão e o pessimismo. A ‘zica’ de anos se juntou com o azar do nosso treinador. A operação do negativo com negativo que deu positivo. A fórmula do sucesso é simples: muito trabalho e um pouco (dessa vez muita) de sorte. Enfim, acredito que chegou a nossa hora.
A Copa... Tão sonhada Copa está a 90 minutos de Lourdes. E já imagino aquela tão bela taça, recepcionando cada torcedor em nossa Sede, e a glória de ver nosso nome estampado na base do troféu. Ainda não vencemos. Pode ser que ela não venha para ficar. Mas mesmo assim nos mostrou o quanto é bom ser Alvinegro. Que valeu a pena nunca ter desistido, mesmo que durante muito tempo tenhamos sofrido como nenhum outro clube brasileiro.
A noite do dia 10 de julho ainda se faz presente na minha vida. Acredito que até o dia 24. Duas semanas onde nada será mais importante que a nossa fé. Mais que uma reviravolta no jogo, a queda de energia foi um sinal lá de cima para nós, de que mesmo no apagar das luzes, nunca desistamos do nosso sonho... VAMU, GALO!
Apoiaremos o Galo para sempre
Atleticano, jornalista, colecionador de camisas e novamente Atleticano

