Muralhas são construções que atravessaram séculos, variando o tamanho, o material usado e assumindo diversas funções, dividindo nações, atravessando fronteiras, dando segurança em campos de batalha, campos de plantações e agora, aparecendo em campos de futebol. Vindo da engenharia equatoriana e da raça sul-americana, tudo que faltava para esse novo tipo de muralha era um pouco da técnica brasileira nos gramados e uma Nação orgulhosa em ver essa parede assumir de coração, suas novas cores.
Não há no mundo, de pedra ou madeira, construção com a frieza que tem esse Jairo Campos em campo.
As fronteiras atleticanas estão mais seguras agora, pois com Jairo, o direito de ir e vir não existe.
Seriam assim os grandes zagueiros do passado? Os tais que planejavam a extinção da palavra "falhar", seriam assim? Imaginei que esses zagueiros unanimidades na torcida eram lendas de saudosistas de um futebol do passado, sempre sentindo saudade sem apreciar o presente, mas eles estavam certos... as muralhas existem.
Amanhã serei eu falando com meu filho: "Zagueiro era o Jairo Campos. Era a muralha"
Aquela que atravessa a China, agora morre de inveja, pois a lua não é o limite para todos verem a qualidade do futebol desse equatoriano. Sério e sempre com um fiel escudeiro ao seu lado, ele me traz a certeza de não haver resposta caso eu lhe desafie a me apontar um reinado onde as pessoas confiassem tanto em seus portões.
Todo esse respeito teve seu tamanho triplicado por um simples escudo no peito. E pensar que a cada vez que se canta o hino na arquibancada, um tijolo é acrescentado na Muralha Jairo Campos.
Ser respeitado, trazer de volta a esperança e a confiança para uma Nação no país do futebol... Me perdoe, mas usarei uma expressão do seu país, Muralha:
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