FÉRIAS PARA AS REDES

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25/05/2015 - 21:17

Foto: Bruno Cantini / Flickr Oficial do Atlético

Foto: Bruno Cantini / Flickr Oficial do Atlético

O Atlético tem conquistado títulos com roteiros que serão lembrados eternamente pelos fãs do futebol em geral. Viradas, milagres e taças que resultaram em diversas convocações para a Seleção, vendas de atletas e despedida de ídolos que formaram um time dos sonhos para o torcedor Alvinegro. Réver, Pierre, Ronaldinho, Bernard, Tardelli, entre outros jogadores que passaram a vestir outras camisas e deixaram saudade entre os Atleticanos.

Com mudanças na defesa e no ataque, o Atlético vem sofrendo menos gols, porém o ataque tem marcado cada vez menos.

DEFESA

Desde a equipe formada por Cuca em 2012, quando o clube conquistou o Campeonato Mineiro de forma invicta e foi Vice-Campeão Brasileiro, o Atlético tem a característica de um time ofensivo, mas que conta com jogadores que ajudam na marcação durante todo o jogo. Foram apenas 7 derrotas em 2012. Derrota por 2 gols de diferença aconteceram duas vezes. Contra o Inter, pelo Brasileiro, e Goiás, pela Copa do Brasil.

Em 2013, o time sofreu três gols no mesmo jogo contra o Flamengo e o Raja. Quatro gols sofridos apenas para o Botafogo e em um clássico, ambos na ressaca da Libertadores. Já no ano de 2014 o Galo não sofreu 4 gols em nenhuma ocasião. A derrota para o Criciúma, pelo Brasileiro, foi o único placar adverso com três gols no ano.

A média de gols sofridos por jogo despencou de 1,14 em 2013 para 0,94 em 2014 e 0,92 em 2015. A ideia dos pontas que atacam, mas voltam para defender teve início com Cuca, foi mantida por Levir e ganha cada vez mais força. O Atlético sofre menos gols, mesmo com a saída de nomes como Réver, Júnior César, Richarlyson e Pierre.

O melhor ataque passou a ser a melhor defesa.

ATAQUE

Enquanto a defesa melhorou seus números, a média de gols marcados pelo Atlético vem caindo a cada ano. A média de gols marcados em 2012 era de 1,85 por jogo. Em 2013 caiu para 1,78 e em 2014 foi de 1,56.

Lesão e queda de rendimento de Ronaldinho após a Libertadores, saída de Bernard, despedida antecipada de Tardelli e o jejum de Jô em 2014. Diversos fatores podem ter contribuído para a queda da média de gols nos últimos anos.

O fato é que em 2014, as goleadas ficaram mais escassas. Além do Mineiro e dos amistosos na China, apenas Corinthians e Flamengo foram goleados. (E que goleada!).

Pratto tem a missão de melhorar esses números em 2015. A média de gols do argentino (0,52) no início do ano é, por exemplo, superior à de Tardelli (0,50) com a camisa Alvinegra. Porém, para garantir o colete de titular nos treinos, os companheiros de Pratto terão que afiar as chuteiras para convencer um treinador viciado em números.

Entre os atletas mais utilizados por Levir em 2015, as melhores médias são as de Luan (0,24)*, Carlos (0,21)* e Jô (0,2)*, todos com menos de 1 gol a cada 4 jogos.

A falta de pontaria custou caro nos últimos confrontos. Nas duas partidas contra o Inter, pela Libertadores, e na derrota para o Atl. Paranaense, pelo Brasileiro, o Atlético finalizou mais, mas não conseguiu a vitória. Que o time de Levir Culpi coloque o pé na forma na reta final do Brasileiro e na Copa do Brasil para que a média de taças continue cada vez maior.

*Médias de 2015

Fael Lima

ABRAÇO, MASSA!

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