O Galo quer a Massa e a Massa quer o Galo

Essa semana custou a chegar, e pareceu ter dez dias ao invés de sete, como mostra o calendário todo marcado na minha estante.

Arrumei o guarda roupa, reorganizei as gavetas, coloquei sobre a cama todo meu arsenal alvinegro e olhando para eles, revivi cada momento, sorri ao lembrar os alegres e temi pelos tristes. A bandeira que muitas vezes me aqueceu do frio de Sete Lagoas, guardada desde o último jogo, como uma mãe que quer proteger o filho do tiroteio, também foi estendida sobre a cama.

Compromissos tiveram que ser adiados, de missas a almoços familiares. Um abraço em um aniversariante que eu amo muito terá que ser entregue à noite. Não há espaço para mais nada. Domingo é dia de acordar cedo, fazer uma oração e vestir o manto, é dia de alimentar o espírito saudoso do atleticano, dia de mostrar que nosso coração, apesar de machucado ainda bate forte quando o nosso Galo entra em campo. Para todo atleticano, só aí 2012 começará de verdade, então façamos nossas preces e promessas para que seja um ano com final diferente. Domingo é dia de olhar para frente, de acreditar, de superar de fazer a diferença, e até a chuva será bem vinda à festa, assim lavaremos a alma de toda energia negativa.

Atlético, a melhor arma para esquecer o passado é escrever um novo presente e iniciará agora uma nova jornada rumo a um futuro diferente. E você, Galo, deve entrar em campo como se não houvesse tido férias, como se o jogo dessa semana fosse uma continuação do fatídico fim do campeonato Brasileiro, pois o time deve à sua torcida um pedido de desculpas, estamos à espera disso. Não que uma vitória simples seja capaz de causar uma deliciosa amnésia, mas seria um bom começo para aqueles que estarão ali na arquibancada.

Todo amor deverá ser recompensado, e toda divida deverá ser paga, todo jogo ganho será só uma prestação de uma longa promissória, que está longe de ser quitada.

Os jogadores são aguardados ansiosamente por uma torcida apaixonada que novamente gritará o nome de cada um com o peito cheio de orgulho e esperança, que, ao olharem pra cima, percebam o tamanho da responsabilidade que eles têm na mão. Nesse momento, as dores do passado não serão capazes de interferir na alegria de estarmos ali novamente.

Domingo mataremos a saudade de ver refletido nos olhos do torcedor ao lado, o mesmo amor que carregamos no peito, e não há melhor sensação.

A Christiane Torloni que me perdoe, mas domingo é dia de Galo, Bebê.

Pra encerrar, uma música que diz tudo sobre esse momento único.

Domingo quero te encontrar
E desabafar todo o meu sofrer.
Estar ao teu lado, esquecer de tudo,
Tudo que o amor até hoje nos fez sofrer.

Esquecer a briga que deixou ferida
E que até hoje não cicatrizou.
Te amar de novo faz parte da vida.
Abre o coração! Tudo tem sentido e tem razão.

(S.P.C.)

“Vamo que vamo Galo…”

Kelly Souza

Twitter

*Imagens: Internet e arquivo pessoal

Verdadeira Pele – Thiago Pet

O Thiago Pet aparece hoje no Verdadeira Pele para mostrar sua coleção aos visitantes do Cam1sa Do2e.

O Thiago é moderador da comunidade do Atlético no Orkut e respira Galo o dia inteiro, além de viajar para ver jogos em Minas Gerais e em outros estados. Confesso que o cara é meio preguiçoso e não tirou todas as camisas do guarda-roupas para serem fotografadas, mas depois eu puxo a orelha dele.

Com vocês, a coleção do Thiago Pet no Verdadeira Pele!

Twitter do Thiago Pet

Clique aqui e participe também da comunidade dos colecionadores

Camisas antigas à venda (Facebook)

Camisas antigas à venda (Orkut)

Quando e como começou a colecionar camisas do Atlético?

Thiago: Comecei por acaso. Como tinha camisas e sempre compro, fui colecionando. Não sou colecionador aficionado, não estou em busca de números, tem gente mais engajada nisso e os admiro. Você vai guardando, vai comprando, quando se vê, já está com um monte de camisa do Galo. Cuido bem das minhas, mas adquiro com cautela.

O manto do Galo é sagrado, não se doa, não se vende. Já ganhei camisa por TV. Dou sorte nessas promoções. Mas aí, no caso, é camisa de outros times e a camisa é nova. Já usei essas em trocas.

Sempre pergunto aos colecionadores que participam do Verdadeira Pele como eles guardam os mantos e como a família reage com a dedicação e gastos da coleção. Como é no seu caso?

Thiago: Nada em especial. Meus pais admiram e até dão uma força. Minha mãe faz questão de ajudar a guardar as camisas limpas, todas no cabide. Não posso reclamar.Não tenho muitas camisas, tenho umas 30, 40, então fica até fácil. Mas agora está faltando é espaço.

É seguro comprar camisas em sites de leilão ou redes sociais? Já adquiriu alguma camisa que não era como você pensava?

Thiago: Só comprei uma até hoje. Acabei dando sorte por que ela veio ok, mas ainda tenho receio. Ainda existem pessoas que vendem a camisa com foto de Oudoor de Mc Donald’s: na foto é um baita sanduíche, mas quando você pede, vem um sanduichinho. Quando vê a camisa, ela pode ter furos, ‘bolinhas’, etc. Tive um amigo que passou por isso recentemente. É frustrante.

Vi que várias estão autografadas. Você faz questão de conseguir os autógrafos dos jogadores que vestiram a camisa naquela temporada ou os jogadores assinam quaisquer camisas?

Thiago: É engraçado, porque eu não gosto muito de autógrafo em camisa, haha. Tenho a camisa do Renan Ribeiro autografada, porque ganhei dele e veio a dedicatória. A de 2002 está autografada por todo o elenco e a de 2000 tem autógrafo do Guilherme.Pra mim, o autografo tem que ter um significado. Tem que ser a do jogador que vestia na época. Tenho uma camisa retrô autografada por ex-jogadores.

Te encontrei uma vez na Sessão em Preto e Branco pegando autógrafo do Vavá, Cerezo, Rei e na camisa já havia um do Dadá. Quais outros grandes jogadores já autografaram suas camisas?

Thiago: Muita gente boa e ruim, haha. Tem o Guilherme, o Marques, do Tardelli, do Obina, Renan Ribeiro, Ricardinho, elenco de 2002/2003. Essa do elenco é interessante. Tem autografo do Cicinho, do Mancni, mas tem do Eraldo e do Gutierrez.O autógrafo é ocasional. Não pego pra bajular jogador, é simplesmente pra valorizar mesmo a camisa. Hoje vejo que muitos colecionadores também não gostam, mas agora já era.

Qual é sua camisa preferida na coleção e porque ela se tornou especial?

Thiago: A camisa de 1995. Ela é a mais bonita, na minha opinião. A Umbro tinha um excelente gosto pra camisa. A de 2001 também é linda.Se tornou especial porque na época eu jogava no futsal do Galo e fomos levados pra jogar no campo. Cheguei a fazer uns 13 jogos, mas aí mandaram eu comer mais feijão.

Bom, pelo menos a camisa que a gente jogou eles nos deram. A minha é uma número 18.

Vi que tem várias camisas de torcidas. Você corre atrás para conseguir, como camisas de jogo, ou só guarda quando ganha alguma?

Thiago: Em primeiro lugar, não conto elas como camisas de coleção do Galo. São camisas de ”atleticanos’. Não faço questão de ir atrás, porém, se tenho a oportunidade, compro na hora. Sempre tem o interesse. Até pra ajudar, porque são pessoas dedicadas a reunir atleticanos, seja em interesses comuns ou lugares comuns. Veja um exemplo, fui assistir a um jogo do Galo no Recife-PE. Lá, encontrei a turma da Pernambugalo e fui pro jogo junto dos caras, conheci, conversei, vi a dedicação deles. Comprar a camisa acaba sendo consequência. Foi assim com a Candangalo, Cariogalo, fora as torcidas de BH, como Galo Metal, Galoucura.

E quais camisas dessa coleção à parte você destaca?

Thiago: Acho a da Pernambugalo bem bonita. O Galo estilizado com roupa de cangaceiro ficou muito legal. Recomendo pra quem gosta.

Qual camisa você não tem, mas está à procura?

Thiago: Atualmente eu gostaria de camisas mais antigas. Quanto mais antiga, melhor. Especificamente, eu gostaria da camisa de 1987 também.

Se a Topper encerrasse seu vínculo com o Galo hoje, como você avaliaria sua passagem por aqui?

Thiago: Achei uma passagem mediana. Foi mais uma marca apenas. Teve um grande sucesso com a camisa de treino rosa, mas um apelo negativo e deixou marcas eternas com uma aposta arriscada e um marketing, na minha opinião, dese. Não sou fã de camisas do Galo de outro cor, não tenho camisa rosa, verde, laranja, cor de burro fugido… Tiveram a chance de fazer belas camisas, mas não achei nenhuma bonita e a distribuição da Topper nos pontos de venda é muito fraca. De ponto positivo, achei as camisas retrôs da década de 80 muito bonitas. Gostei dos 3 modelos.

Deixa um recado do Pet pra torcida.

Caso queiram negociar camisas do Galo:

Contato via twitter: @thiagopet

thiagopet@galo.com.br

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Fael Lima

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Resultado da enquete – Zagueiros

Qual é a melhor dupla de zaga?

Leonardo Silva e Réver 42%  (63 Votos)

Rafael Marques e Réver 27.33%  (41 Votos)

Lima e Réver 12%  (18 Votos)

Rever e Werley 7.33%  (11 Votos)

Luiz Eduardo e Werley 3.33%  (5 Votos)

Lima e Werley 2%  (3 Votos)

Lima e Rafael Marques 2%  (3 Votos)

Lima e Leonardo Silva 1.33%  (2 Votos)

Luiz Eduardo e Rafael Marques 1.33%  (2 Votos)

Luiz Eduardo e Réver 0.67%  (1 Votos)

Rafael Marques e Werley 0.67%  (1 Votos)

Lima e Luiz Eduardo 0%  (0 Votos)

Leonardo Silva e Luiz Eduardo 0%  (0 Votos)

Leonardo Silva e Rafael Marques 0%  (0 Votos)

Leonardo Silva e Werley 0%  (0 Votos)

Total de Votos: 150

A torcida demonstrou confiança na dupla titular do Brasileiro 2011. Réver e Rafael Marques, titulares na pré-temporada, enquanto Leonardo Silva se recupera de uma lesão, conseguiram arrancar um segundo lugar.

Na terceira colocação, também ao lado de Réver, aparece Lima.

Fotos: Bruno Cantini

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Caravana Atlético x Boa

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2012 não será mais do mesmo

No próximo domingo, o Atlético escreve a primeira página de 2012, na estreia no Campeonato Mineiro, contra o Boa. O ritual não será como nos anos anteriores, em que o atleticano passava os primeiros minutos da partida acostumando com a ideia de “fulano” estar vestindo nossa camisa, conhecendo o estilo de jogo de cada um e torcendo para que haja substituições, para que todos os reforços entrem em campo. É um ritual de renovação, onde as esperanças renascem.

Essa estreia mostra que se o Galo 2012 não emplacar, não poderemos dizer que um dos principais fatores é o desmanche anual que estávamos acostumados. Em 2011, no amistoso contra o River Plate (URU), poucas vezes vi o atleticano tão empolgado. Além de um técnico que conhecia os jogadores, o grupo que venceu a maioria dos últimos jogos em 2010, e milagrosamente nos tirou do rebaixamento, ganhou reforços que mesclavam juventude e experiência. Ficava difícil escalar o time, pois, teoricamente, tínhamos quantidade e qualidade.

Os primeiros minutos do amistoso me empolgaram, pois Tardelli e Jobson nas pontas compensavam o devagar, mas criativo Ricardinho. Será que Richarlyson possuía mesmo a raça e técnica que tanto diziam? Goleiros, zagueiros, meias… Tudo novo para que o atleticano analisasse, elogiasse ou criticasse.

Domingo não será assim. O atleticano poderá matar a sede de ver o Galo em campo, encontrar os amigos que só aparecem nos estádios e comemorar os gols, mas os que entrarão em campo não trarão essa sensação de curiosidade em início de temporada.Danilinho é de casa e já tem fãs pela Massa, então somente Escudero, Rafael Marques e Leandro Donizeti surgem como novidades.

Nenhum dos quatro contratados esteve em campo na última rodada do Brasileiro 2011, mas certamente serão cobrados como se estivessem. A adrenalina, ansiedade e curiosidade típicas de início de temporada deram lugar a um sentimento de raiva do invisível, sendo assim, os que ficarem por aqui, saibam que o jogo começa um a zero pra eles e não há tempo de adaptação ou qualquer outra desculpa. Atleticano agora só comemora a chegada de taças, todo o resto é descartável.

Talvez, pela primeira vez na história, o maior suspense no início de temporada é se vamos superar o último golpe. A única certeza é que vamos lutar, pois a coragem do atleticano é única, independente da temporada.

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Fael Lima

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Fotos: Bruno Cantini

O Galo delas (parte 1)

Peço licença aos meninos do blog, mas hoje quero falar com as mulheres que, assim como eu, são apaixonadas pelo Clube Atlético Mineiro. A coluna desta semana trará para vocês, looks que podem ser usados para os diversos tipos de cenário, usando o manto como peça principal, pois dá para ficar linda e mostrar o orgulho de ser atleticana ao mesmo tempo.

Existe um Galo exclusivo para nós meninas e, acreditem, ele é ainda mais interessante que o dos nossos amados garotos. Estive na loja do glorioso em Lourdes e conversei com Marcio Fernandes, gerente da Loja do Galo, que dentre outras coisas, me disse que a presença de mulheres tem se tornado cada dia mais comum no local. Como vem sendo tratadas as meninas, moças e senhoras que abrilhantam as arquibancadas alvinegras por onde o Galo passa?

O Atlético fornece modelos de blusas cada vez mais bem cuidadas para as suas torcedoras e a principal diferença entre as peças produzidas para eles e as produzidas para nós, está no quesito detalhes e caimento. Por sermos mais exigentes, os produtos confeccionados para alcançar o público feminino são trabalhados na delicadeza, afinal, não é porque somos torcedoras, que vamos abrir mão de sermos mulheres.

O modelo mais consumido pela ala feminina da Massa é a primeira camisa de jogo (listrada), utilizada quando os nossos guerreiros entram em campo, talvez assim podemos nos sentir mais próximas deles.

Nos últimos anos, passamos de acompanhantes para acompanhadas, ou seja, hoje em dia eles nos acompanham na busca pelo manto sagrado. Segundo Marcio, o público da loja vai desde filhas levadas pela mão do pai, até filhas que viraram mães e hoje em dia levam seus filhotes às compras.

Esqueçam essa história de que mulheres vão aos jogos para olharem pernas e barrigas saradas, podemos até olhar, mas se o gostosão não for nada além disso, a mulherada é a primeira a se entediar e pedir a cabeça do sujeito. Ao contrário do que a maioria pensa, as meninas acompanham os campeonatos em que o time participa e na maioria das vezes, são capazes de discutir sobre futebol com qualquer macho metido a sabe tudo, situação vivida várias vezes pelo nosso entrevistado, que já manteve bons papos futebolísticos com suas clientes. Por isso, quando o time está em crise ou não supera as expectativas dentro de campo, não são só as peças dos marmanjos que estacionam nas araras, nós também sabemos protestar.

Nós mulheres somos conhecidas mundialmente por sermos fortes e sensíveis, e apesar de serem sentimentos tão paradoxos, funcionam muito bem quando atuam juntos. No futebol não é diferente, pois somos capazes de amar cada representante alvinegro como se fosse um príncipe, mas isso não nos impede de jogar sal no sapo quando for preciso.

Aos homens, damos o nosso recado, fiquem tranquilos, pois não queremos direitos iguais, queremos mesmo é ser especiais.

As fotos aqui postadas, com os mais diversos mantos sagrados, mostram como nenhuma mulher é igual no corpo ou na alma. Tentamos representar todas através de nossas modelos Bruna Silva e Isa Pantolfo. O que há de comum entre elas? O amor sincero ao Alvinegro.

Vamo que vamo Galo!

Kelly Souza

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