O MELHOR FILME DE TODOS OS TEMPOS (PARTE 3)

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03/01/2015 - 01:31

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O sucesso de “Libertados” fez os responsáveis pelos roteiros do futebol se interessarem pela continuação da história. Após a conquista épica, a responsabilidade era ainda maior. Os Alvinegros não sabiam, mas a segunda parte também começaria com uma difícil reconstrução.

Donos da América, os campeões invadiram a Europa e a África. O português foi o idioma oficial dos aeroportos pelo mundo naquele mês de dezembro. O primeiro golpe na África trouxe a lembrança dos milagres nas batalhas da América, mas dessa vez o milagre não veio. Perto do topo do mundo, o retorno para casa foi amargo.

Para contar uma nova história, foi preciso voltar à estaca zero. O cinema desconstrói para construir. O herói se despediu e partiu para o norte, o comandante que se ajoelhava na lateral do campo foi para a Ásia, a maioria dos soldados ficou fora de combate, alguns dos principais personagens da batalha épica não foram mais encontrados.

Quem ficou, recebeu em mãos o roteiro para a sequência das filmagens. Após conquistar a América, chegou a hora de curar as cicatrizes internas. Era hora de encontrar inimigos do passado. Outra sequência de adrenalina, exageros e vítimas selecionadas a dedo.

Assim como o Batman precisou enfrentar de frente os fantasmas do passado, os Alvinegros teriam a oportunidade de vingança contra morcegos que assombravam o mata-mata. Um elenco exótico foi escalado. O maluco, um argentino, o dono da metralhadora, o menino responsável pela segurança... sem esquecer os personagens principais das sagas anteriores, incluindo o santo.

Como foi dito no início da trilogia, ninguém faria uma sequência tão perfeita, por isso o diretor merece todas as premiações da academia do Óscar. Você teria a audácia de deixar os paulistas abrirem ampla vantagem e ainda zombarem com danças, celebrando a tragédia que repetia 1994, 1999, 2000...? A cena lembrou vilões que amarram suas vítimas e relatam todo o plano, enquanto uma fuga é planejada em silêncio. Festejaram e dançaram ao redor do Cavalo de Troia no gramado sem perceber que os soldados desciam um a um para mostrar ao país que o sentimento de luta até o último minuto estava de volta. Quando a batalha chegou ao fim, pude ouvir o Capitão Nascimento avisando aos cariocas – “Agora o bicho vai pegar”.

Você teria sangue frio para incluir no roteiro seu pior inimigo do passado lhe acertando três golpes e gritando “eu duvido” diante do seu engasgado “eu acredito”? Não! Você não teria. Por isso você não foi o diretor dessa trama. O diretor foi cruel, quis nos deixar com o coração na mão, ele não se importou com a noite em claro. Perto do que vimos nas montanhas mineiras, as obras de Alfred Hitchcock seriam consideradas romance, tamanha psicose em campo.

Críticos teriam avaliado esses três anos como um exagerado roteiro de cenas impossíveis. Um Forrest Gump que também tem histórias para contar sobre o céu e o inferno. O final feliz veio contra os rubronegros. Ali a alma foi lavada. Enquanto os créditos subiam, uma cena extra no DVD, o alívio após tanta tormenta. A valsa com sua dama favorita do outro lado, a princesinha de salto alto e soltando purpurina como nos clássicos da Disney. Antes de retornar ao sonho de retomar a América, o último encontro com Maria.

O país repetindo o lema “eu acredito”, os jovens se alistando no exército que não teme as batalhas impossíveis. Roteiro perfeito. Já com o público de pé no cinema, o aviso na tela – TO BE CONTINUED...