Território da Paixão – Granada da Alegria

granada bruno cantini Território da Paixão   Granada da Alegria

Foto: Bruno Cantini

Não dá pra negar. Ele parou. E foi de repente, bastou um apito. Sim, meu coração parou. Quando o “Capeta em forma de guri” interceptou o passe de Egídio e aprontou uma correria, este calejado coração acelerou de maneira poucas vezes vista. E enquanto eu gritava “Vaaaaaai”, o apito interrompeu meus batimentos. Vuaden assinalou o pênalti. Ainda sem reação, procurei por Ronaldo no gramado, enquanto também olhava Luan comemorar da maneira mais comum pra ele: completamente louco!

Naqueles poucos segundos, um filme. Com resquícios de dramaticidade, terror e suspense. Ronaldinho caminhava para a cobrança e eu me lembrava do pênalti desperdiçado no último clássico do Brasileirão… Aquela era a bola do jogo. Não minto que desde o segundo pênalti cobrado por Dagoberto eu passei a temer a tragédia. Sim, seria uma tragédia perder o título para um rival inferior, após abrir uma excelente vantagem.

Se Ronaldo desperdiçasse a chance não sei se estaria aqui para contar o que senti. Acho que de desgosto o meu coração não voltaria a pulsar. Fechei os olhos e rezei. Rezei para que fosse o gol do título marcado pelo craque do Campeonato Mineiro. A tranquilidade dele me espantava, e aquela foi a última vez que olhei para o gramado. Preferi não ver. Só me lembro da camisa dez tomando distância. Nas orações, orei por nós, torcedores do Galo, que não merecíamos vivenciar o improvável. Perguntei-me o porquê de ser tão sofrido. Orei também pelo meu pai Wagner e pelos meus tios Gilmar e Guido. Poderia ser um pênalti assassino.

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Foto: Bruno Cantini

De repente o silêncio. Acredito que naquele silêncio ensurdecedor Ronaldinho se preparava para a cobrança, pois na ausência do coração pulsando o que eu escutava era a chuteira caminhando no gramado… Enfim o grito. Uns gritavam gol, outros é campeão. A lágrima escorreu quando o bonde do Gaúcho se encontrou no escanteio para comemorar. Foi a primeira cena que vi após segundos na escuridão. O sorriso de Ronaldinho refletia o sorriso de milhões. Enfim, tudo certo em Minas Gerais. A taça caminhava para o time que realmente merece. Para o time que encanta o Brasil. Coube ao destino dar ao gênio a honra do gol derradeiro do melhor estadual do país.

Meu coração voltou. Voltou na cadência do samba de Beth Carvalho e explodiu segundos depois, junto com a “granada” lançada por Ronaldinho. Aos críticos vai a explicação da comemoração. R10 não incitou a violência. Ele jogou a “Granada da Alegria” para os cruzeirenses! Granada que faz sorrir… Até porque quem veste azul pode gargalhar ao ver Ronaldinho jogar. Mas se alguns preferirem chorar, chorem… Não vou ligar!

Obrigado a todo elenco atleticano. Comissão técnica, Presidência e jogadores! O nome de vocês já está na conquista do Mineiro. Partiu, Tijuana! A guerra continua.

Cézar Vouguinha

Apoiaremos o Galo para sempre

Atleticano, jornalista, colecionador de camisas e novamente Atleticano

Coração, gol, taça e festa

Colunistas Fael Lima2 Coração, gol, taça e festa

Eu faço parte da torcida mais fantástica do planeta. Também faço parte da torcida que mais passa por testes cardíacos. Não sei o motivo, talvez seja um pacto entre todos os jogadores que vestem a camisa Alvinegra – “Se não sofrer, que graça tem?” – E o ritual se repete sempre.

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Foto: Fael Lima

Sabe de uma coisa? Se fosse fácil, o Atleticano que ficou de joelhos para esperar o time na Praça Sete não cantaria o hino tão alto. Um gol no começo do jogo seria comemorado como tantos outros, mas um gol que a torcida sequer arrisca olhar para a cobrança de pênalti traz mais explosão. Quantas promessas surgiram até que a rede balançasse, até que a taça fosse erguida. Prometem tatuagens, abandonar o cabelo, deixar de beber (no dia seguinte, pois na comemoração é obrigatório), prometem tudo, exceto deixar de acelerar o coração e subir a pressão arterial.

Creio até que faça parte dos símbolos do clube. O Galo Doido, o escudo, o preto e branco e o gol no fim do jogo para umidificar os olhos. Na arquibancada, outros símbolos do clube, que atendem por Atleticanos, se abraçam e mostram como até mesmo os personagens neutros estavam camuflados. O responsável pelos bares ignorou a clientela para festejar; o policial sorriu e a partir dali, nada era proibido; o repórter informou e ergueu o microfone para um só verso ecoar no Mineirão – “Lutar, lutar, lutar…”!

O sofrimento, a tensão, os nervos à flor da pele não são citados no hino. Lutar, vencer, raça, amor, vingador, campeões, entre tantas outras palavras, estão por lá. Por isso a rede balançou, por isso o sofrimento se rendeu, afinal de contas, nada nesse mundo ousaria acabar com a festa que parou o centro de Belo Horizonte e se espalhou pelo mundo.

Chegou a hora de alcançarmos voos maiores, chegou a hora de levarmos outras taças para a Sede de Lourdes. Eu faço parte da torcida mais fantástica do planeta, e enquanto celebrarmos nossa imortalidade, nada nesse mundo ousaria nos parar. Parabéns, Massa! Somos os campeões.

Fael Lima

ABRAÇO NAÇÃO!

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Foto: Gabriel Castro

Vídeos da Massa – GALO CAMPEÃO (parte 5)

Luan, o doidão da Massa

Luan entrega bandeira para Ronaldinho

Ronaldinho com a bandeira

Chegada do time

Galo campeão

Galoucura

Nome dos campeões

Vídeos da Massa – GALO CAMPEÃO (parte 4)

Galo Doido registrando a festa

A Taça

BH parada

Hino

Calando o lado azul

Loucura Alvinegra

A Taça em fotos – GALO CAMPEÃO (parte 1)

Curta abaixo, a página do Gabriel Castro!

comemoração gabriel castro A Taça em fotos   GALO CAMPEÃO (parte 1)

r10 explodiu gabriel castro A Taça em fotos   GALO CAMPEÃO (parte 1)

luan 22 gabriel castro A Taça em fotos   GALO CAMPEÃO (parte 1)

luan jackson gabriel castro A Taça em fotos   GALO CAMPEÃO (parte 1)

 

taça é nossa gabriel castro A Taça em fotos   GALO CAMPEÃO (parte 1)

 

abraço réver r10 gabriel castro A Taça em fotos   GALO CAMPEÃO (parte 1)

 

Vídeos da Massa – GALO CAMPEÃO (parte 3)

 Aula de como subir bandeirão

Cuca falando para a torcida

Festa na Praça Sete




Vídeos da Massa – GALO CAMPEÃO (parte 2)

BH tremendo

GOL do Galo e festa da Massa

Festa no gramado

Escalação

Torcida após o gol

Samba, Rock do Molejão